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Queijo artesanal . Resgate de tradição

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Palatabilidade - nossos queijos têm "personalidade" ou seja, preservam o sabor acentuado característico das antigas queijarias das regiões do Serro, da Canastra e da Mantiqueira, ligeiramente ácidos, levemente salgados, com uma irresistível casca dourada, uma "olhadura" seca bem característica (as "olhaduras" são os "buracos" internos presentes na massa do queijo). Vale informar que não nos propusemos a produzir camembers ou rockforts, nem tampouco parmezãos ou gruyères, mas sim, resgatar o sabor de um queijo singelo e rústico, como aqueles produzidos por nossos antepassados desde o século XVII, cujo sabor retrata fielmente a ação das bactérias do ácido lático, em especial do Lactobacilus bulgaricus sp, no processo de cura e maturação de queijos produzidos a partir do leite "in natura" do gado Jersey criado na região serrana da velha Coronel Xavier Chaves, a cerca de novecentos metros de altitude, pastoreando uma rica e diversificada flora de gramíneas e leguminosas nativas, entre outras espécies vegetais.
Preservação ambiental - cultivo do solo em curvas de nível, adubações químicas moderadas, fartas e constantes adubações orgâncias, absoluto e irrestrito respeito às matas ciliares e áreas de preservação ambiental, não utilização de agrotóxicos e adequação da carga animal à capacidade de suporte das pastagens nativas.
Responsabilidade social - transferência da tecnologia em utilização aos pequenos produtores rurais da região, visando reduzir a pressão dos cartéis do leite bovino e dos insumos agropecuários sobre as famílias que ainda buscam uma sobrevivência digna nos minifúndios da Região das Vertentes da Mantiqueira.  
Histórico da entidade

Nossa proposta é produzir queijos visando assegurar aos consumidores:
Segurança alimentar, queijos sem agrotóxicos, sem conservantes e sem doenças transmissíveis ao ser humano. Para isto, as vacas são ordenhadas mecanicamente e tratadas com capins e silagens produzidos com cultivo mecânico (sem o uso de herbicidas), adubadas com o mínimo necessário de adubos químicos e adubos orgânicos em larga escala, rações sem componentes de origem animal e controle de parasitas com medicamentos fitoterápicos e homeopáticos, o que resulta num leite puro, livre de agrotóxicos, antibióticos, coliformes fecais, hormônios ou qualquer substância nociva ao ser humano, sendo os queijos fabricados com total higiene

 
Coordenação
João Dutra
mariana@cavalgadacultural.com.br  
Realização
João Dutra . Mariana Resende  
Parceiros
EMATER e AQUAVER - Associação dos Queijeiros Artesanais das Vertentes

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Região busca reconhecimento para produção de queijo artesanal
Matéria Jornal Gazeta de São João del-Rei . 05 de setembro

Cerca de 200 produtores de São João del-Rei podem se beneficiar com o reconhecimento da região do Campo das Vertentes como produtora de queijo artesanal. A solicitação ocorreu na última terça-feira, 1º, quando produtores e entidades ligadas ao segmento participaram de uma reunião em que foi entregue ao subsecretário de Desenvolvimento de Políticas Urbanas, Rômulo Antônio Viegas, um documento que será encaminhado à Empresa de Assitência Técnica e Extensão Rural (Emater) de Minas Gerais, solicitando a certificação.
O secretário de Agricultura, Marcos Vinicius de Carvalho Frois , afirmou que o documento está baseado em uma apresentação e têm dados históricos e demográficos da região. "Mantemos as características agroclimáticas do queijo minas e o processo artesanal. A primeira reunião ocorreu no dia 14 de abril deste ano com presença de representantes do IMA , Emater, Epamig. Posteriormente criamos uma comissão e finalizamos a primeira fase com a entrega desse documento", explicou o secretário.
O presidente da Associação dos Queijeiros Artesanais das Vertentes da Mantiqueira, João Dutra, afirmou que a iniciativa ocasionará uma melhora na qualidade de vida de mais de 200 famílias. "Com o reconhecimento, deixamos uma condição de produtores clandestinos para termos produtos reconhecidos pela sociedade e órgãos sanitários. Além disso, estamos resgatando uma tradição de pelo menos três séculos", comemorou. O presidente afirmou também que não possui um registro da quantidade e valores de comercialização de queijo, mas estima que seja em torno de 200 toneladas/mês.
O subsecretário Rômulo Viegas ainda ressaltou que esse reconhecimento é um resgate da cultura da região. "Somos conhecidos como São João dos queijos. Esse documento entregue aqui será encaminhado para Emater de Belo Horizonte. Acredito que nos próximos 20 dias teremos uma ideia de como estará esse processo. Não podemos esquecer que esse estudo é moroso, mas vamos realizar todos os passos para mostrar que o queijo dessa região tem história e tradição", disse.

Fonte: Gazeta de São João del-Rei . 05 de setembro 2009

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