Agenda Cultural
Orquestra Filarmônica de Minas Gerais em São João del-Rei
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CIDADES HISTÓRICAS DE MINAS RECEBEM FILARMÔNICA AO SOM DO CRAVO
De 16 a 19 de junho, Orquestra apresenta-se nas centenárias igrejas de Tiradentes, São João del-Rei, Ouro Preto e Mariana
Como forma de dar prosseguimento à missão de divulgar a música sinfônica de qualidade, na próxima semana, a Filarmônica percorrerá importantes cidades históricas de Minas Gerais. De 16 a 19 de junho, a Orquestra se apresenta, respectivamente, em Tiradentes na Igreja Matriz de Santo Antônio; São João del-Rei, na Igreja São Francisco; Ouro Preto, na Igreja Matriz do Pilar e Mariana, na Igreja da Sé. Sob a batuta de Marcos Arakaki, regente assistente da Filarmônica, e com a participação da cravista Elisa Freixo, serão executadas, em todos os municípios, as peças Abertura em Ré, de Nunes Garcia; Canon, de Pachelbel; Concerto para cravo e orquestra, de Haendel; Suíte orquestral nº 3, de Bach, e Sinfonia nº 31 – “Paris”, de Mozart.
As apresentações serão realizadas nas Igrejas. Nas cidades de Tiradentes, São João Del-Rei e Ouro Preto, a solista Elisa Freixo apresenta-se tocando cravo. Já em Mariana, a cravista interpretará peças com o órgão construído na primeira década do século XVIII em Hamburgo, Alemanha, por Arp Schnitger (1648-1719), um dos maiores construtores de órgãos de todos os tempos.
O órgão da Igreja da Sé, de Mariana
Enviado inicialmente a uma Igreja Franciscana em Portugal, o órgão chegou ao Brasil em 1753, como presente da coroa portuguesa ao primeiro Bispo de Mariana. Sabe-se que só existem dois órgãos deste no mundo. É um instrumento de grande importância, tanto pela sua antigüidade e comprovada autoria, quanto por ter sido objeto de um amplo trabalho de restauração. Entre os órgãos da manufatura Schnitger que sobreviveram até hoje, esse é um dos exemplares mais bem conservados e o único que se encontra fora da Europa. O instrumento está sendo estudado, a fim de fazer parte do tombamento internacional de órgãos da manufatura Arp Schnitger pela Unesco.
A solista Elisa Freixo
No campo de música erudita, Elisa Freixo tem uma das mais importantes carreiras do país na atualidade. Após ter concluído seus estudos no Brasil, viveu quatro anos na Europa. Estudou órgão e cravo, tendo cursado a Escola Superior de Música e Artes Cênicas de Hamburgo, Alemanha, a Schola Cantorum de Paris e o Conservatório Nacional de Rueil Malmaison, França.
De volta ao Brasil em 1982, vem se apresentando aqui e no exterior em inúmeros concertos de órgão, cravo e fortepiano, e desenvolvendo uma atividade paralela como camerista. Reside hoje em de Mariana, Minas Gerais, onde é responsável pela série de concertos no órgão histórico Arp Schnitger, instalado na Catedral da Sé dessa cidade. A partir de 1985, gravou 12 discos e CD’s, dos quais seis de produção independente, dedicados a obras de J.S.Bach, Mendelsohn, autores românticos, e uma série composta até agora de três volumes dedicada ao órgão da Sé de Mariana.




















