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Ficha de Inventário - Via Permanente Ferroviária Histórica (bem integrada) de São João del-Rei a Tiradentes | Welber Santos

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Complexo Cultural Ferroviário de São João del-Rei
Ficha de Inventário - Oficina Ferroviária Radial (Rotunda) de São João del-Rei | Welber Santos

Ficha de Inventário - Via Permanente Ferroviária Histórica (bem integrada) de São João del-Rei a Tiradentes
Por Welber Santos

Os Componentes da Superestrutura da Via Permanente Histórica da Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), mencionados como Via Permanente ou VP, são um bem de classificação ambivalente – que podem ser inseridos tanto na categoria imóvel1 quanto na categoria integrada2 – de valor histórico-cultural protegido pelo tombamento do “CONJUNTO: PRÉDIOS, MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS FERROVIÁRIOS, SÃO JOÃO DEL-REI – MINAS GERAIS e a Estação ferroviária de Tiradentes”, denominado Complexo Ferroviário de São João del-Rei (CFSJDR), intitulado pelo Programa de Preservação do Patrimônio Histórico do Ministério dos Transportes (PRESERVE-MT) como “Centro de Preservação da História Ferroviária de Minas Gerais”, sítio3 de valor destruído industrial4, conjunto objeto do processo de tombamento 1.185-T-85 no âmbito do IPHAN, registrado em dois livros do tombo: Livro do Tombo Histórico, Volume II, sob o nº 528, às fls. 10/11 e Livro do Tombo das Belas Artes, Volume II, sob o nº 596, à fl. 18. Considerando as profundas alterações realizadas nesse bem no último decênio e consequente descaracterização e destruição de parte dele; portanto, por sua notória fragilidade sob o uso indevido da Ferrovia Centro-Atlântica SA (FCA), mesmo sendo objeto de tombamento da União, o classificaremos em diante como bem integrado. A via permanente é um bem “fixado a um ambiente construído” que “pode ser desmontado e removido”, mesmo que faça parte “indivisível” do conjunto denominado complexo ferroviário e que, até o momento, carecia de um inventário protetor relativo ao seu valor como bem cultural. Portanto, cuidado de uma análise sobre seu valor monumental como parte de um conjunto e sobre as informações que carrega como documento histórico, considerando o conceito estendido de documento que engloba qualquer objeto material que permita a compreensão do passado e a construção do conhecimento histórico. Também, cumpre o papel de reduzir a carência e a deficiência em relação ao conhecimento sobre patrimônio e arqueologia (cultura material) industriais e ferroviários no município, de maneira particular, e de Minas Gerais e do Brasil, de maneira geral; com potencial reconhecido de abarcar uma escala global. A tangibilidade desse bem está intrinsecamente ligada à intangibilidade dos saberes a ele relacionados. A construção, a manutenção e o reparo da Via Permanente como bem cultural não se desconecta dos oficiais históricos relativos. São ofícios – ou modos de fazer – específicos de um período da humanidade que não cabem mais em um ambiente operacional do século XXI, porém são objeto de permanência por entidades dedicadas ao reconhecimento dos fazeres humanos do passado, portanto, como cultura, objetivamente. A tipologia peculiar do bem e sua integração à paisagem e ao contexto de sua construção, mais as razões históricas ligadas à sua preservação, somam argumentos para a importância como exemplar atividade de superestrutura no campo do patrimônio industrial a ser protegido em todos os âmbitos do estado e da sociedade civil organizada.

Mais informações no arquivo abaixo

Fonte: Academia

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